Quando o cérebro comanda, o consumidor obedece!

A cena é comum, corriqueira e faz parte da vida de qualquer pessoa: entra no supermercado ou outro estabelecimento comercial e se depara com um oceano de embalagens de diferentes formatos e quantidades. Vamos combinar que é divertido olhar as prateleiras recheadas, coloridas e repletas de embalagens dispostas a entrar na lista de compras.

Nesse caminho de conquista do consumidor, as empresas precisam investir em conversas francas, ressaltar atributos e novas experiências que podem – e devem – oferecer. A embalagem, nesse caso, vira o cartão de visita. Afinal compreender os sinais de mudanças e elaborar estratégias não são tarefas fáceis nessa relação com o consumidor.

David Aaker, professor de marketing da Haas School of Business – Berkeley (Califórnia), difundiu o termo Brand Equity que mensura o valor intangível de uma empresa ou uma marca com base na percepção de seus consumidores.

Aaker sempre defendeu que o valor adicional de um produto ou serviço influencia diretamente na forma como o consumidor age em relação à marca. E três fatores são essenciais: conscientização, adaptação e agilidade para acompanhar o ritmo das mudanças.

Agora vem a pergunta: na prática como desenvolver uma embalagem de sucesso no PDV? Uma das respostas é mergulhar no Neuromarketing  – prática de marketing que se vale da tecnologia e dos conhecimentos científicos para medir as respostas e as atividades cerebrais dos consumidores.

Na opinião de Roger Dooley, famigerado neurocientista americano, Neuromarketing é a aplicação da neurociência ao marketing. “Inclui o uso direto de imagem cerebral, escaneamento ou outra tecnologia de medição de atividade cerebral para medir a resposta de uma pessoa a produtos específicos, embalagens, publicidade ou outros elementos de marketing”, disse.

Os pesquisadores medem as ondas cerebrais do cliente valendo-se de tecnologias como ressonância magnética e eletroencefalograma, conhecidos na área da saúde, mas que emprestam seu poder de respostas para o setor de Marketing. No final das contas, o objetivo é entender como funciona o cérebro do consumidor no momento da compra.

Nesse campo de estudos e descobertas uma das áreas que mais tira proveito é Design de produtos. Quando uma embalagem é gerada baseada nos conceitos de Neuromarketing aumentam, consideravelmente, as chances de assertividade. 

Quem inclui Neuromarketing na concepção da embalagem sabe que no momento da compra o consumidor age de forma automática, emocional e distante da percepção consciente. Logo, contudo, todavia é possível usar o Neuromarketing para testar a eficácia de um projeto antes de iniciar uma produção em maior escala. 

Perceba, leitor (a) que a embalagem continua como a dona do pedaço. É ela que conquista, atrai e convida o consumidor a se relacionar com a marca. Então use-a a seu favor.

A cor é um tema psicológico, literalmente. Escolha tons adequados ao público que deseja atender. Interação visual é outro diferencial. Agregue ao projeto alguma transparência e exponha ao consumidor aquilo que ele vai comprar. A visualização imediata cria laços de confiança. E gera credibilidade para comprar futuras e propaganda boca a boca.  

Embalagens customizadas são bacanas também. Há a possiblidade de apresentar produtos direcionados aos diferentes gêneros. Cores e linhas suaves atraem um perfil; tons fortes e formatos mais agressivos têm boa aderência em outro público. Seja eclético, sem perder o foco.  

Menos, muitas vezes, é mais. Veja o exemplo da Netflix, uma empresa suave na conquista de novos clientes. A plataforma oferece um mês sem custo com serviços completos. Resultado: a grande maioria confirma a assinatura depois do teste. Coincidência ou não é a mesma estratégia do Spotify.

Tanto a Netflix como o Spotify conseguem “embalar” seus produtos antes de assinar o contrato com os respectivos clientes. Faz parte do Neuromarketing dessas empresas. As embalagens são diferentes, mas não deixam de ser uma embalagem. É bem nítido que a embalagem tem um grande poder de influenciar os consumidores. Acompanhando as tendências de consumo há mais de 40 anos, a Ápice investe em inovação para manter a cultura de especialista na produção de embalagens.

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