Plástico prejudica o planeta. Ok, há alternativa sustentável!

Flutuando pela internet encontramos uma biblioteca gigante sobre o prejuízo ambiental proporcionado pelo uso indiscriminado do plástico.

Até 2040, o volume anual de plásticos que entra no oceano quase triplicará conforme estudo Breaking the Plastic Wave publicado pela Pew Charitable Trusts e a SYSTEMIQ em conjunto com a Fundação Ellen MacArthur, Universidade de Oxford, Universidade de Leeds e Common Seas.

Estima-se que haverá 29 milhões de toneladas em 2040. A pesquisa defende que se não houver mudanças esse problema ambiental poderia causar custos anuais de 940 bilhões de dólares todos os anos.

A Europa já se movimentou e resolveu proibir a comercialização de plásticos de um só uso. A regra vale para os seguintes itens: pratos, talheres, cotonetes, agitadores de bebidas, varas para balões, recipientes para alimentos e bebidas feitos de poliestireno expandido.

É uma atitude fundamental para o bem de todos. Afina, os plásticos de único uso são descartados rapidamente. Porém, alguns demoram 500 anos para sumirem como é o caso das garrafas de plástico. Outro exemplo é a sacola plástica que demora 400 anos para se degradar; já um simples copo de plástico leva 100 anos para desaparecer.

Convenhamos, é muito tempo!      

Dados colhidos no site do Parlamento Europeu informam que na Europa a produção de 2020 alcançou 500 milhões de toneladas de plástico. É um número 900% maior do que a produção registrada em 1980.

Ainda de acordo com o endereço eletrônico do Parlamento Europeu (www.europarl.europa.eu/portal/pt), os países da União Europeia (EU) terão de assegurar a recolha seletiva de pelo menos 90% das garrafas de plástico até 2029.

Há meta vinculativa de, pelo menos, 25% de plástico reciclado para as garrafas a partir de 2025. Em 2030, todas as garrafas de plástico terão de respeitar um objetivo de, pelo menos, 30% de material reciclado.

O ponto principal é que não dá mais para depositar resíduos e esperar que o meio ambiente resolva a situação. Vale destacar que, atualmente, 80% do lixo marinho na UE é constituído por plástico.

Aproximadamente 99 milhões de toneladas de resíduos plásticos podem chegar livremente ao meio ambiente até 2030. Jenna Jambeck, professora de engenharia da Universidade da Geórgia, realizou essa projeção e fez uma analogia para contextualizar o problema. É o equivalente a um caminhão de lixo cheio de plástico descarregado no oceano a cada minuto, o dia inteiro, todos os dias do ano.

Ok, vamos trazer essa questão ao Brasil. Segundo dados do Banco Mundial, mais de 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular. Outras 7,7 milhões de toneladas são destinadas a aterros sanitários.

A poluição por plástico gera mais de US$ 8 bilhões de prejuízo à economia global. É o que indica o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

É provável que você esteja se perguntando: como mudar esse cenário? Sem a pretensão de ser o dono da razão, entendemos que há várias respostas.

E, certamente, todas precisam de mudança de atitude.

Investir em embalagens que usam outras matérias-primas que não seja o plástico é uma das respostas corretas.  

Até porque há a alternativa de usar matérias-primas mais justas com meio ambiente.

Sim, estamos falando do papel.

As embalagens de papelcartão, por exemplo, atendem todas as regras ambientais em vigência, protegem o conteúdo e ainda despertam o interesse do consumidor.

Não é à toa que grandes companhias já colocaram marcha no tema embalagens sustentáveis. Em breve, o uísque Johnnie Walker estará disponível em garrafas de papel. A cervejaria dinamarquesa Carlsberg anunciou iniciativas nesse sentido.  

Não é à toa que a próxima embalagem da sua marca vai ser produzida em papelcartão. Anota ai!


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