A pergunta que não quer calar: a embalagem é o produto ou o produto é a embalagem?

Bons ventos estão em circulação pelo setor de embalagem. Ano passado, impulsionada pelo comércio online e pelo consumo de alimentos, a produção cresceu 0,5%.

Em 2021, a perspectiva é aumento entre 4,4% e 5,9% (sobre 2020) conforme revelou o estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) para Associação Brasileira de Embalagens (Abre).

Já a pesquisa “Global marketing trends 2021” reuniu percepções que refletem a evolução da visão dos consumidores sobre as marcas nos últimos meses.

As empresas melhores sucedidas agem com transparência e objetividade e são pautadas na confiança e na experiência humana. E reagem agilmente, em tempo real, para atender às necessidades dos consumidores.

Perceba então como a embalagem sempre volta ao cenário principal. Transparência, objetividade, confiança e experiência são temas inerentes à embalagem. Basta o consumidor “bater os olhos” na embalagem para saber se vai comprar ou não.

É neste momento que o produto e a embalagem ganham o mesmo corpo. É neste instante que a embalagem assume a linha de frente e parte para a conquista de novos ambientes.  

Afinal, as condições do mercado e as exigências do consumidor sinalizam que a embalagem é o meio que alimenta o consumo. Nessa relação amigável de proteção ao conteúdo surge embalagens criativas, duráveis e com sistemas de recarga que oferecem às marcas uma conversa interativa e contínua com os consumidores.

E, convenhamos, a embalagem é adepta da tecnologia. Há um case da Tetra Pack com um produtor de laticínios no sul da Europa interessante. O lácteo foi eleito o produto do ano. Para se manter como primeira escolha e chegar aos consumidores de uma maneira divertida e interativa, a Tetra Pak ofereceu algumas ferramentas para executar a campanha como codificação de pacotes e aplicativos.

Os consumidores baixaram o aplicativo e o utilizaram para escanear o código impresso na parte superior da embalagem. Esse movimento permitiu acumulo de pontos e prêmios. Ao final da ação vieram os números: 17 mil usuários interagiram. Número três vezes maior do que o produtor de laticínios esperaria atingir com uma campanha tradicional. Ao todo, os usuários leram a embalagem 325 mil vezes e as vendas do produto aumentaram 16%.

Perceba que a embalagem é a boa companheira dos números positivos. É evidente que o produto tem o seu valor, porém a embalagem é o meio que faz a convergência de mídias e ações de marketing.   

Entra em cena aquela famosa frase criada pelo publicitário Enio Mainardi para a Tostines: Vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?

Licença à genialidade do Enio Mainardi, reformulamos a pergunta: a embalagem é o produto ou o produto é a embalagem?

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